NÚCLEO ESPÍRITA PORTAL DA REDENÇÃO

“O Espiritismo será no futuro o que dele os espíritas fizerem”. Leon Dênis

Qual é propósito da sua vida?

por Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br


Todos nós estamos sempre procurando compreender qual a nossa missão. Qual o nosso propósito nesta vida? Como seremos felizes? E nessa busca por respostas sobre o futuro não é incomum as pessoas se depararem com uma auto-análise profunda e com um mergulho no passado.

Acho que a minha profissão me credencia a falar desta volta ao passado e na percepção de quanto o passado é perfeito, porque trabalhando com vidas passadas e com a expansão da consciência que permite compreender nosso presente com uma visão amplificada muitas, muitas vezes me deparo com o passado das pessoas.

E por que rever o passado na tentativa de entender melhor o que nos reserva o destino?

Amigo leitor, confidencio que muitas vezes me perguntei por quê? Perguntei por que nasci com esse dom tão diferente? E qual seria a função de entender coisas que as pessoas nasceram para esquecer?

Em 1999, Sain Germain me explicou o motivo desta minha estranha habilidade. Disse que o passado é o pano de fundo da nossa encarnação. Disse ele também que de acordo com nossas escolhas atuais estamos semeando o futuro. Por isso, compreender nossas ações e escolhas do passado pode nos libertar de repetir os erros do presente e ainda abrir nossas vidas para um destino melhor, mais feliz, mais próspero e com mais amor.

No entanto, para aceitar que o nosso passado é perfeito, mesmo depois de erros, escolhas insensatas e tristezas impostas pelas atitudes de outras pessoas, precisamos nos perdoar. Perdoar a nós mesmos pelo que fizemos ou deixamos de fazer e também nos perdoar por ter recebido das outras pessoas coisas que não gostamos.

Veja como isso é profundo... Precisamos nos perdoar daquilo que recebemos dos outros porque, no íntimo de nossa alma, vem um sentimento de que deveríamos ter agido diferente, deveríamos ter compreendido que aquela pessoa ou aquela situação não era boa. Vejamos que de fato é fácil, depois que algo acontece, tecer um julgamento. Porém, poucos percebem o que a culpa ocasiona em nós.

Quando nos criticamos por conta do passado, ficamos presos no que aconteceu. Quantas pessoas recebo em meu espaço que se culpam por tudo o que estão sofrendo e ao mesmo tempo se acham vítimas do destino.

Minha sugestão a você que lê minhas palavras é fazer uma auto-análise no sentido de se perdoar do que já deu errado em sua vida.

Os Mestres ensinam que o que vale são as experiências. E, inclusive, salientam que muitas vezes um erro pode ser muito mais importante que um acerto, já que o erro mostra claramente uma mudança que devemos adotar em nosso caminho. Por que não mudar? Mudar, transformar é fundamental.

Muitas vezes deixamos de fazer coisas diferentes justamente porque estamos totalmente comprometidos com nossos desejos e respostas racionais aceitáveis. Queremos tanto um resultado, estamos tão focados num objetivo, que não abrimos uma aresta sequer, para que o destino se manifeste de uma outra forma. Com isso condicionamos respostas e, ao mesmo tempo, brigamos com resultados que não nos fazem felizes. Se perdoar pelo passado, ter sido como foi, faz parte de um processo maior de libertação.

Amigo leitor, na sua auto-análise tente se perdoar. Procure ver o lado bom das coisas que aconteceram com você. Tenho certeza absoluta que existe em tudo o que você viveu e está vivendo um propósito maior, uma bênção, um entendimento amoroso e positivo.

Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos.

fonte : http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=20047

Tags: PERDÃO

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A PALAVRA DE ORDEM É: PERDOAR
(14.01.07)

Quase sempre quando nos sentimos injuriados, nossa tendência é aumentar o fato que nos desagradou. Se fomos ofendidos por esse ou aquele motivo, quase sempre encapsulamos o desejo de desforra e mantemos o "link" mental com as forças poderosas das trevas, que somadas a outras tantas potencializam as sombras de nossos desagravos.

Diante disto , predominam os núcleos formados pelo egoísmo e pelas paixões primitivas, porque nossos corações são duros e cremos que estamos sempre com razão. E quanto mais arraigados nesta certeza, mais esforço será necessário para que despertemos para a real necessidade do perdão. Mister tentemos entender o que ocasionou a ofensa. Por vezes, fomos nós mesmos os promotores dela, por algo que tenhamos dito ou feito.

Há casos e casos. A indignação é sentimento que, às vezes, se torna necessário diante da atitude descabida de alguém. Tal atitude não deve assumir, porém, o caráter da agressão nem do revide, devendo , sem dúvida, ser manifestada para que o outro perceba as conseqüências de seus atos. Contudo, em várias ocasiões, por gostar muito de alguém, relevamos suas atitudes inadequadas para conosco e com outros, confundindo os sentimentos e perdoando quando caberia a repreensão e advertência obrigatória.

Até porque perdão não significa conivência com o erro. O bom senso sussurra que atitudes como essas, isto é, perdoar e desculpar sem limites, incita o outro à prática do mesmo ato reprovável. Isto não é amor, mas, subserviência ou omissão.

Perdoar coisas leves contra nós mesmos é relativamente fácil, porém quando se trata de algo mais sério como um assassinato, um estupro, uma infidelidade conjugal, por exemplo, a dificuldade de superação da mágoa aumenta consideravelmente. Por isso que a Doutrina Espírita leva refletir, que o perdão será sempre o sentimento que nas superações pessoais transcendem ao próprio ser.

Devemos dar o direito de a pessoa ser agressiva, mas não nos dar o direito de revidar a agressão. A raiva é semelhante a um raio. Pode provocar danos graves. É inesperada. Mas o rancor é calculado. É necessário que aprendamos a colocar um pára-raio e evitemos os tóxicos deste sentimento negativo. No entanto, esquecer ofensa depende da nossa memória. Muita coisa queremos esquecer e simplesmente não esquecemos. Sentimos o impacto e não temos como evitar a raiva, é fisiológico, reagimos no momento. Mas conservar a mágoa é da minha vontade. Se eu conservar a mágoa tenho um transtorno psicológico, sou masoquista, gosto de sofrer. Como seres emocionais sentimos o impacto da agressão, mas não devemos nos revoltarmos, e trabalhemos para esquecer.

Perdoar não é esquecer por esquecer. É compreender e colocar-nos no lugar do outro. O esquecimento somente vem quando a memória se encarrega de diluir a impressão negativa, o que demanda tempo, reflexão e auto-superação. São claras as palavras de Jesus no evangelho de Mateus: "Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem e caluniam; (…)". Jesus trata de uma das mais complexas dificuldades do ser humano: perdoar a quem nos ofende.

Desenvolvemos muitas doenças por que não conseguimos perdoar, isto é, cristalizamos nas mágoas os processos de vindita através das idéias obsessivas, cujas causas deslocam-se do campo íntimo em desarmonia exteriorizando-se no somático. Em verdade os estados mentais enfermos serão invariavelmente refletidos no corpo físico através de variada sintomatologia seja no ódio, no rancor, resultando, por via de conseqüência, em nossa prisão a influências inferiores, engendrando uma cadeia mórbida de patologias devastadoras.

O espírito de Manoel P. Miranda diz que "(…) o ódio é fruto do egoísmo, do personalismo magoado, e Kardec comenta no Evangelho segundo o Espiritismo que "O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação e sem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima do mal que lhes quiseram fazer. (…)"

Pesquisas modernas indicam que o ato de perdoar pode aplacar a tensão, reduzir a pressão sanguínea e diminuir a taxa de batimentos cardíacos. Perdoar, portanto, não é somente uma questão de conquista emocional e espiritual, é também uma questão de saúde. O Evangelista Mateus narra a passagem em que Jesus disse: "Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: 'Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?' - Respondeu-lhe Jesus: 'Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes".

Não resta dúvida que aprendendo a perdoar, estaremos promovendo nosso crescimento espiritual. A condição do verdadeiro perdão é o esquecimento. Mas não podemos deixar-nos encharcar de hipocrisia ao ponto de dizermos que já conseguimos isso com todos os que nos ofendem.

É certo que para nossas aparências sociais " o perdão significa renunciar à vingança, sem que o ofendido precise olvidar plenamente a falta do seu irmão; entretanto, para o Espírito Evangelizado, perdão e esquecimento devem caminhar juntos embora prevaleça para todos os instantes da existência a necessidade de oração e vigilância. Aliás, a própria lei da reencarnação nos ensina que só o esquecimento do passado pode preparar a alvorada de redenção".

O Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo X dá a dimensão do perdão, na sua forma mais simples e mais agradável a Deus, levando-nos a refletir nas palavras do Mestre registradas por Mateus entre as Bem-Aventuranças: "Se perdoares aos homens as faltas que cometeram contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; mas, si não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados". Jesus, aconselhou amar os nossos inimigos no enfoque de não devolver com a mesma moeda aquilo que nos foi desferido. Oferecendo, porém, a outra face, a face do bem, pois assim cortar-se-ia pela raiz os sentimentos de vingança.

Cabe aqui um registro de grande importância é o exercício do perdão na intimidade familiar. Não podemos perder de vista a suprema necessidade do perdão em família. Precisamos muito mais do perdão, dentro de casa, que na ribalta social, e muito mais de apoio recíproco no ambiente em que somos chamados a servir, que nas veredas ruidosa do mundo. E se Jesus nos ensinou perdoar setenta vezes sete aos nossos inimigos, quantas vezes deveremos perdoar aos amigos (familiares) que nos entretecem a alegria de viver dentro do ambiente doméstico?

Portanto, aconteça-nos o que acontecer, não cedamos, nunca, a pensamentos de rancor e de vingança; isto poria em ação forças destrutivas que, mais cedo ou mais tarde, reagiriam contra nós mesmos. Certamente, os agravos que nos façam não ficarão impunes, mas deixemos a cargo do Criador a justa correção.


Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://meuwebsite.com.br/jorgehessen

FONTES:
1- Jornal Verdade e Luz Nº 170 - Março/2000
2- (Mateus, 5: 43 e 44)
3- FRANCO, Divaldo Pereira. Nas fronteiras da loucura, Ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Salvador: LEAL, 1982.
4- KARDEC, Allan - O Evangelho segundo o Espiritismo - Perdoai para que Deus vos perdoe, Cap. X. Edição EME
5- (MATEUS, cap. VIII, vv. 15-22.)
6- Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, Ditado pelo Espírito Emmnauel, RJ: Ed FEB, 2001, questão 340
7- Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 1999, Cap. X
8- (MATEUS, cap. VI, vv. 14 e 15.)

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